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sábado, 9 de abril de 2011

Padre Dehon e a Congregação do Sagrado Coração de Jesus

Matéria publicada na edição de abril/2011

“Levar Cristo ao coração do mundo; trazer o mundo ao coração de Cristo.” (Pe. Dehon)

            Neste mês veremos um pouco sobre a vida, vocação e obras do Pe. Dehon. Em nossa cidade existem hoje duas paróquias dirigidas por padres do Coração de Jesus, ou como são conhecidos: os Dehonianos, Matriz Divino Espírito Santo e Matriz de Nossa Senhora do Rosário.
            Sociólogo, escritor, advogado e padre. Fundador da Congregação dos Padres do Sagrado Coração de Jesus, soube ouvir os gritos dos excluídos numa França cheia de desafios. Aprendeu a amar a Igreja. Fundou jornal e revista, publicou diversos livros, escreveu inúmeros artigos e cartas.
            João Leão Dehon nasceu no dia 14 de março de 1843, em La Capelle, ao norte da França. No natal de 1856 sentiu um forte chamado à vida sacerdotal. Porém, seu pai sonhava com um “futuro brilhante” para o filho e não permitiu que fosse para o seminário. Em 1859, Leão Dehon terminou seus estudos secundários e passou, com sucesso, nos exames de bacharel em Letras.  
            Obediente à postura de seu pai, Leão vai estudar em Paris. Em agosto de 1862, obtém a licença em direito e, em 1864, defende a tese de doutorado em Direito. Ao mesmo tempo em que estuda com afinco, Leão cultiva intimamente sua vocação, participando diariamente da missa.
            Foi ordenado sacerdote no dia 19 de dezembro de 1868, na Basílica São João de Latrão, na presença de seus pais que aceitavam agora a vocação do filho. Sua primeira transferência foi para uma pequena e problemática paróquia, na cidade de São Quintino, França. Assumiu sua missão com ardor fundando um patronato (1872) e a Obra dos Círculos Católicos (1873). Fundou ainda um jornal, um círculo de encontros com patrões católicos e o Colégio São João.
            Apesar de sua intensa vida acadêmica e pastoral, Pe. Dehon sentia que faltava algo em seu coração. Fundou, então, a Congregação dos Padres do Sagrado Coração de Jesus, no dia 28 de junho de 1878.  Dedicou-se, com sua congregação, ao debate da questão social. Foi um grande divulgador da Encíclica Rerum Novarum. Escreveu diversas obras sociais.
            Sua congregação tem como carismas principais o amor e a reparação: Amor este que emana do Coração de Jesus, passa pelo coração do homem e se transforma em oblação no serviço aos irmãos, sobretudo os mais necessitados. E a reparação, da humanidade que vê um Deus tão apaixonado, e dá a Ele uma resposta de amor através da adoração, da Santa Missa e da ajuda ao próximo. Um pequeno trecho de um discurso do Pe. Dehon traduz bem isso: “É urgente restabelecer o Reino de Jesus Cristo. É necessário que ele reine na sociedade, na família, na legislação, na cultura, nos costumes. É condição de prosperidade e da paz; é a manifestação da verdade e dos direitos de Deus. É preciso que o culto ao Coração de Jesus, iniciado na vida mística das almas, possa penetrar na vida social dos povos. Ele trará o verdadeiro remédio aos grandes males do nosso mundo moral: a apostasia da fé, o laxismo, o ódio e a indiferença, o descompromisso e o desespero, a injustiça... Somente o Coração de Jesus pode dar novamente a humanidade o amor que ela perdeu.”
            Pe. Dehon faleceu no dia 12 de agosto de 1925, aos 82 anos de idade. Suas últimas palavras foram: “Por Ele vivi, por Ele morro”.
            Peçamos a intercessão de Pe. Dehon para que não nos fechemos aos problemas sociais do mundo e que possamos viver a nossa fé em todos os ambientes, sendo capazes de levar o Coração de Jesus a todas a pessoas, sobretudo, aquelas que não são amadas e as que são marginalizadas.
Venerável Padre Dehon, rogai por nós! 

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